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Entrevista à associação cultural Divas Iludidas

  • Jul 14, 2014
  • 13 min read

- Da peça “Ignorância é Força a partir de George Orwell” diz uma das personagens que depois de várias gerações, quis fazer uma homenagem a todos aqueles a quem o medo calou a revolta. Este também é um dos pontos de partida para as várias reflexões que convidam as pessoas a fazer nesta peça?

Sim, ao trabalhar um autor como George Orwell, percebemos que toda a sua obra é sobre o Homem, o individuo, as suas fragilidades, a relação do poder institucional sobre o poder individual. Ao contrário do que a sociedade nos diz, não somos todos Heróis e Especiais. Porque se assim fosse vivíamos num mundo melhor, porque a maioria somos nós, as pessoas. Só temos é de começar a perceber isso e não ser gado. Não ir atrás de falsas promessas ou bons anúncios publicitários, irmos atrás do que acreditamos porque pensamos, criar pensamento critico.

Nós começámos o nosso trabalho enquanto companhia em Janeiro de 2011, e o nosso primeiro projecto era a partir da obra de George Orwell, um autor que dada a época que vivíamos parecia-nos pouco falado. Nasce assim o "Projecto O", que é um tríptico. "Ignorância é força ", "Quem controla o passado, controla o futuro" e "As ruas são tão tristes, precisam de mais luz.". Em 2011, ano do "inicio do fim" de Portugal como o conhecíamos e da Europa ,estreamos “Ignorância é força”. Ano em que fica visível para que mundo caminhávamos, onde acordámos e percebemos que a Banca e as bolsas tinham mais força do que Países soberanos, ano em que o BCE e o FMI emprestaram dinheiro, ano em que as agências de rating nos colocaram no lixo, ano dos PECS, das manifestações em Portugal , ano em que parecia que a sociedade civil, nós as pessoas acordávamos para uma realidade mais politizada, ano em que tudo podia ter sido diferente. Ano em que Passos Coelho ganha as eleições sem maioria.

A estreia deste espectáculo aconteceu na 5ªf a seguir às eleições legislativas, onde Pedro Passos Coelho, actual 1º ministro ganhou as eleições, o que não faltava na actualidade da época era matéria prima sobre o poder, o medo, a propaganda, a falta de informação, as "revoluções" inconsequentes. Não esquecer que Passos Coelho ganhou com um nível de abstenção absurdo. Era nossa intenção isso mesmo fazer uma crónica utilizando um livro do imaginário colectivo, no caso deste espectáculo "O Triunfo dos porcos", uma parábola sobre revoluções, messias e resoluções.

“Será que habitamos este sítio desolado, desolador, descrito por Orwell? Entre guerras, heróis de hoje, inimigos amanhã, manigâncias linguísticas, jornalísticas, propaganda, autocensura, vergonha, medo? Onde perdemos a memória, como a perdemos? Quem nos trouxe até aqui? Porque viemos? Escolhemos? E agora? Cantai.” O que é que vos levou a querer convidar o público a pensar nestas questões?

Porque são as nossas questões, e queríamos partilhá-las como um acto de reflexão, com a crença de poder dar um outro ponto de vista sobre o poder, a política, as suas hierarquias e instituições e como nós, as pessoas somos tão facilmente manipulados. A informação é poder. E de facto a sociedade descrita por Orwell parecia-nos demasiado próxima das questões que nós próprios nos colocávamos com o que estava e está a acontecer .

Mais do que tudo o que pretendemos nos nossos espectáculos é esse acto de reflexão, em que temos todos que ter a capacidade de olhar de fora, de reflectir, não existem messias, nem salvadores. Sem massa critica não há democracia e sem humor e ironia também não.

Também vocês devem ter pensado nessas questões, o que concluíram?

Quando Passos Coelho ganhou as legislativas em coligação com o CDS, como uma espécie de messias que nos vinha salvar do “Socratismo”. E sendo o seu ministro das Finanças alguém chamado Vitor Gaspar , que semanas antes tinha dito numa entrevista ser um adepto ou um fã dos Chicago Boys e do Milton Friedman, (não me recordo da expressão exacta) e de nenhum jornalista ou comentador explicar o que isso significa na politica financeira de um País, à minha avó que está em casa, (não tem de saber quem é o Milton Friedman ou os Chicago boys, ou que esta política/filosofia económica foi executada no regime do Pinochet, que não é propiamente conhecido como um democrata, e que parte desta política económica é acente na chamada terapia de choque.) O dever dos jornalistas, essenciais para a existência de um regime democrático, é informar, não é fazer campanhas partidárias, ou perseguições infantis. A ignorância foi força, nesses longínquos anos, e ainda é. Foi assustador perceber que somos tão facilmente manipulados como a égua Mimi ou o cavalo Trovão, mesmo depois de quase 40 anos de democracia. Se a revolução for festa estamos lá, mas a revolução não se faz em eventos marcados, faz-se no dia a dia na nossa relação com o outro, com o nosso vizinho, com o nosso voto, com o nosso pensamento critico, no quotidiano.

“As ruas são tão tristes. Precisam de mais luz...” é o título de uma das vossas peças! O cinzentismo voltou? “Esta é uma psicanálise musical de um país. Como num álbum de retratos, convoca memórias. Umas recalcadas, outras esquecidas e aquelas que o imaginário colectivo se recusa a abandonar. Vivemos numa época fragmentada, quase esquizofrénica, onde somente restam as nossas “pequenas” dramaturgias...*” Foi uma forma de contribuição para tentarem mudar algo? Qual é a importância disso nos vossos teatros? A mensagem que se pode tirar é a de que é preciso mexer, pensar, agir, dar vida à vida? E reflectir?

Mais do que tudo reflectir, ter pensamento critico. "Sem massa critica não há democracia". Este espectáculo faz parte do triptico a partir de George Orwell. E não só o cinzentismo voltou, como o sebastianismo nunca partiu, isto à época quando fizémos "as ruas.." continuávamos nesta procura de criar crónicas sobre os tempos que vivíamos. Este espectáculo fazia uma invocação à memória de Abril e dos seus ideais. Este espectáculo era uma reflexão sobre o imaginário desse tempo. O que se perdeu, já tínhamos 6 meses de Passos Coelho, a “terapia de choque”, os 100 dias com as medidas drásticas já tinham sido tomadas, Portugal já não era soberano. Onde estava o ideal, a revolução…O povo unido. Parecia que vivíamos uma espécie de dormência. Na altura ainda acreditávamos que era possível inverter o rumo de uma governação de 4 anos deste governo. Acreditávamos que a dormência política que tínhamos vivido nos anos 90 tinha acabado. E que as pessoas queriam e iriam juntar-se em prol de um bem maior. Como dizíamos no espectáculo “Se eu parar não há dinheiro…” Mas o verão começou, voltámos todos para as nossas vidas, mais deprimidos, mais zangados, menos dormentes mas mais conformados.

No documentário “Terra da Fraternidade” referem que o 25 de Abril foi uma festa bonita, com música, teve gente feliz na rua a cantar, teve hinos, teve crenças, foi cinematográfica. E então na vossa perspectiva o que é que falhou? Também referiram que havia excelentes ideias, e que agora estão a ser tomadas por novos grupos, associações, pergunto o que falta para que se cumpram os sonhos, ideias da Revolução?

O 25 de Abril, para nós é uma referência histórica que não deve cair numa espécie de fotografias do instagram. Até porque os seus ideias fundamentais, fora da questão partidária e histórica são humanistas. E deviam estar presentes como objectivo maior para a nossa tão recente democracia.

“O povo unido jamais será vencido” é um belo sonho. A prova disso são as manifestações na rua que são ignoradas. Começamos logo a perceber o estado da nossa democracia, quando em 2002 existem manifestações por todo o mundo em relação à Guerra do Iraque, e os governantes ignoram a vontade do “Povo”. Embora, numa lógica mundial, facilmente se percebia qual era a política que a Europa estava a seguir em relação aos ideiais do séc.XX do que é um regime democrático. Podemos ir para a rua gritar, manifestar, para nos sentirmos melhor mas daí a ter um peso real na vida e nas decisões politicas vai um grande passo.

Neste momento o poder político, quem manda de facto no mundo quer uma outra política, em que os sonhos de Abril são antagónicos. Os sonhos/ideais de Abril são filosóficos, existencialistas e humanistas, o mundo que vivemos é economicista, duas realidades que não convivem pacificamente.

Perdeu-se uma moralidade, uma dignidade ,o discurso político tornou-se infantil, alguns líderes ou pretensos líderes estão num percurso profissional ou egocêntrico, deixar a sua marca na História. Está tudo ao contrário. Mas a verdade é que esta crise fez levantar na vida pública, na nossa sociedade um pensamento político que não existia. Lembro-me do 25 de Abril ser um feriado que acabava às 17h, depois da descida da avenida. O 25 de Abril e o seus ideias voltaram a ser um símbolo de protesto. Começaram a surgir uma série de movimentos cívicos que tem uma intervenção direta na sociedade, e em vez de falarem puseram em prática. O que só pode ser bom.

- Que direitos são precisos ser reconquistados? Porquê? E como é que se perderam e como não se podem perder?

O direito a uma educação gratuita e de qualidade. Direito à Saúde nas mesmas condições. O direito à igualdade de oportunidades. Um sistema de justiça que pune e defende todos de forma igual e não um sistema de justiça onde alguns estão protegidos, porque sabem, podem e tem meios financeiros e “familiares” para manipular o sistema. Perderam-se porque o deixámos, porque como qualquer animal que fica gordo e preguiçoso perde agilidade, perde capacidade de resposta, perde tudo.

- Vocês, enquanto companhia de teatro, pretendem fazer com que o povo tenha sempre uma palavra a dizer, através dos vossos espectáculos?

Sim, porque nós somos povo. Como também somos Estado, isto de o Estado ser uma identidade soberana que paira sobre as nossas vidas tem de acabar. Quando percebermos que temos esse poder, o do boicote financeiro, porque somos nós as pessoas os consumidores que fazem a máquina andar. Se queremos um “mundo melhor” temos de ganhar consciência, deixar de acreditar em paizinhos e messias que vão resolver os problemas, começar a pensar, ir votar em consciência ( isto claro, se a pessoa acreditar na democracia como o regime “menos mal” de todos os conhecidos), ir votar sem agendas, a pensar de facto no mundo que queremos. As questões dos nossos espectáculos são as nossas, somos isto tudo a manipulável, o cínica, a crente, o revolucionário, a ingénua, o conservador e por aí fora. O nosso trabalho é um reflexo do que acreditamos e como vemos o mundo. Mais que tudo conseguir criar um acto de partilha, de reflexão. E esta procura de crónica para um agir mais imediato. Para um pensar eficaz.

- “Grande noite do fado e afins…” o vosso penúltimo espectáculo. No momento em que o Fado em Lisboa se tornou como Património Imaterial da Humanidade, tornou-se uma vontade muito grande para vocês trazerem um fado de contestação e intervenção política?

Sim. A “Grande Noite…” surge no ano em que inaugurámos o nosso espaço de trabalho, a Latoaria (entre a graça e a mouraria). E dada a localização o que mais se ouvia era fado.

Começámos a fazer uma pesquisa sobre a história do fado e quase que dá para fazer uma crónica dos últimos 100 anos da história política de Portugal, com os seus altos e baixos, com a história do fado.

Na República (a primeira) cantava-se o fado como música de intervenção, e era livre, para todos e de todos, não estava preso a carteiras profissionais nem a salas de espectáculos. Com o Estado Novo vem a profissionalização do fado, logo quem canta, onde canta e o que é que canta fica sobre a alçada do Estado, e o fado torna-se o hino da saudade, do amor perdido, o fado como canção de intervenção “Hoje canto o meu fado para amanhã pegar em armas pela revolução”, torna-se clandestino, a não ser em festas privadas de algumas famílias burguesas e aristocratas do Estado Novo, que até achavam piada a estas letras do povo, com ideias revolucionários. As pequenas perversidades de quem tem poder, e não ia para o Tarrafal, mandava outros irem.

Hoje em dia depois de 40 anos de liberdade, numa época em que estamos a perder direitos essenciais, direitos conquistados com Abril (Pão, Saúde e Educação para todos), onde as injustiças sociais e judiciais são cada vez maiores, quisemos recuperar esse sitio clandestino onde as dores que se cantam não são de amor, nem saudade, mas sim de revolta e sátira sobre Portugal e a Europa. Vivemos tempos onde não falta matéria prima para se cantar o fado do estado na nação. E nada como uma noite de Fado (Património Imaterial da Humanidade) para cantar as nossas dores num País que se está a tornar o resort turístico da Europa, com mão de obra barata, boa comida, bom clima, praias e serras.

“Portugal epicentro do mundo 2xCanta o fado Cavaste um buraco bem fundo 2xCanta o fado Que Aqui nasceu Nas vozes dos operários, dos bastardos e das putas Que a severa cantou E o aristocrata roubou. Agora vendes o teu corpo escanzelado Nas ruas da amargura

Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana As armas e os barões assinalados Estão sentados a comer uma banana

Se 50 anos de ditadura Ai te deixaram a dormir vê lá se acordas que a tua linda liberdade está prestes a fugir

Abril era um sonho tão lindo Do qual não querias acordar Quando o fizeste era tarde demais Já tinhas os cravos a murchar”

“Marcha Canta o Fado”

- Para além de que cada pessoa que for aos vossos espectáculos aprende algo sobre a vida social, o teatro, a política, o que é que gostavam de dizer às pessoas para que queiram aderir aos vossos trabalhos?

Venham ver. (sorriso)

Em tempos em que o ataque ao teatro é feroz, e que não existe ministério da cultura, o que vos apraz dizer em defesa da cultura, do teatro?

Esta pergunta de todas é a mais complicada. Enquanto cidadãos assusta-me mais o ataque que está a ser feito ao nosso Sistema nacional de saúde, à nossa educação, a perversidade do sistema judicial, a falta de dignidade de parte dos nossos políticos, a qualidade dos media, do que a questão de existir ou não Ministério da Cultura ou Secretaria de estado da cultura.

Embora perceba que o acto de existir um Ministério da Cultura dignifica uma classe trabalhadora que ainda é vista por muitos, como uma excentricidade de alguns, ou como um “hobbie”.

Mas penso que a culpa disto é nossa, de quem faz disto profissão, não conseguimos criar um sindicato forte que possa defender, proteger e dignificar esta “Classe trabalhadora”. Existem entidades que protegem os direitos dos artistas e apoiam, como a GDA, que tem um papel fundamental. Mas não existe um sindicato que consiga unificar todos os que trabalham nesta área.

A cultura dá muito dinheiro, ainda para mais neste “resort turístico” da Europa que Portugal se está a tornar. Se queremos uma dignificação e uma credibilização da nossa “classe” como “classe trabalhadora” antes de ministério preferia ter um sindicato forte, o que não acontece, está tudo muito disperso. Ninguém quer ser mandado por ninguém.

Penso que a maioria ainda não se vê como classe trabalhadora, tal como um médico, um funcionário público ou um professor se vê.

Com um sindicato forte podemos reivindicar direitos laborais, que neste momento são inexistentes. Em relação aos estatutos laborais dos trabalhadores de artes performativas/artistas ainda há tudo por fazer. Temos muitos deveres (segurança social, IRS, IVA) e nenhum direito (para lá do serviço nacional de saúde como qualquer cidadão com as respectivas taxas moderadoras). Não existe subsidio de desemprego, nem subsidio de maternidade, nem reforma. Existe como qualquer outro cidadão o pedido de subsidio de sobrevivência. O que não deixa de ser triste, esta imagem romântica do artista pobre como política cultural. Mas não é de agora, quando dividíamos o mundo com os nossos vizinhos, e éramos “grandes”, em vez de criar um Conservatório e investir na formação de artistas portugueses, gastávamos mais dinheiro a trazê-los do estrangeiro. E este pensamento de aldeia “o que é de fora é bom”, ainda se mantém desde o séc. XVI.

Sem uma união séria e activa por parte de todos os artistas e pessoas envolvidas nas artes (técnicos, cenógrafos, atores, encenadores, bailarinos, músicos, realizadores, produtores, figurinistas, lumino-técnicos, dramaturgos, coreógrafos, compositores, costureiras, etc etc) o poder político vai continuar a ver o nosso trabalho como uma espécie de hobbie, o que não corresponde à verdade. Depois existe a questão dos monopólios culturais, a lei do mecenato, as pequenas guerras de poder, e os egos.

Não acreditamos nisto do artista sem obra ter financiamento, e estruturas com mais de 20 anos de trabalho contínuo na vida cultural do País não terem já um apoio mínimo garantido do Estado para continuar a desenvolver trabalho. Não faz sentido estruturas como os Artistas Unidos, andarem em saltimbanco sem terem um espaço deles, que lhes pertença.

Como acreditamos que é necessária uma lógica para uma política cultural, quando fundámos as Divas Iludidas, seguimos uma lógica que nos parece a mais justa numa distribuição das fontes financeiras que existem para a Cultura. De modo algum isto é dogmático, é apenas a maneira como nós acreditamos que é justo e viável para os tempos que se vive neste momento a cultura em Portugal. Nós, sempre fomos independentes, nunca tivémos apoio financeiro do estado, porque também não o procurámos. Acreditamos que para descobrir uma linguagem artística é preciso começar na dureza, a criar relações com os teus pares através de cedências de salas, de empréstimo de material, a receber á bilheteira, crowdfunding, micro mecenato, vendas de espectáculo. Até para solidificar uma procura de uma linguagem, (nota: isto quando se começa, os primeiros 2, 3 anos, depois os teatros municipais, as juntas, as autarquias, para além das entidades já existentes, devem ter um lugar activo no apoio cultural a esses grupos que já começaram a desenvolver trabalho). A Latoaria, espaço que alugámos com outros 6 artistas numa lógica de co-working, também faz parte do que acreditamos que pode ser um movimento cultural. Para além da lógica de partilha das despesas do espaço, permite uma independência dos programadores e das suas temporadas, o que permite estar sempre em ativo. Para além disso partilhar um espaço com outros artistas cujas linguagens artísticas, filosóficas e politicas não são comuns concretiza num só espaço o que acreditamos que é a intervenção da “sociedade civil” na política cultural.

Mas a verdade é que apesar desse ataque político, económico e dos egos, continua a haver muito teatro, muitos espectáculos, novos grupos e cada vez mais público. Também cada vez mais caminhamos para a “sociedade do espectáculo”, e isso não é bom. Só incoerências..

Quais são os vossos sonhos para Portugal?

O sonho... O que queremos neste momento é mais uma espécie de delírio para o País no imediato. Os responsáveis pela bancarrota do país serem julgados, presos (não em domiciliária mas em Vale dos Judeus), retirado aos seus bens ou dos seus familiares, o valor do buraco financeiro que provocaram. O Paulo Portas ser julgado pelos submarinos, os nossos agentes políticos não serem uma elite distante da realidade do País. Que a perversidade das relações entre os jornalistas, os políticos, a banca, as famílias económicas, fossem de facto alvo de escrutínio público e que as sanções cometidas por actos de corrupção ou jogo de influências fossem judicialmente mais pesadas. Cargos com influência política na vida do País (deputados, ministros, secretários de estado, presidentes, etc etc) quando voltam à sua vida quotidiana, ao seu trabalho, o “período de nojo” deve ser maior e também deve ser alvo de escrutínio público afim de evitar mal entendidos. Que o estado volte a servir as pessoas, porque o estado são as pessoas. Mas como vivemos num mundo global, que a Europa mude, porque se a Europa continua assim, e se nós, enquanto País formos atrás, o que nós queremos é ir embora. Porque deixa de haver espaço para sonho.

Ana Ribeiro e António Duarte 2014

*podem ler a descrição toda no sítio do colectivo http://www.divasiludidas.org/?page_id=276

Obrigado pelo seu tempo, votos de bom trabalho.

Projecto Vidas e Obras Entrevista: Pedro Marques Correcção: BT

14 de Julho de 2014

11 de Julho de 2014

 
 
 

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